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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Depois dos peitos, agora são as axilas da Mulher Maravilha que geram “polêmica” entre as feministas

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Eu juro que me esforço, mas só consigo ver decadência atrás de decadência no movimento feminista moderno. Se em algum lugar do passado ele já foi sério, já teve sua importância social em lutas legítimas, hoje virou uma caricatura de si mesmo, uma piada de mau gosto.

A mais recente prova disso está na nova “polêmica” produzida por grupos feministas: depois dos grandes peitos, as axilas da Mulher Maravilha incomodaram certas feminazis, pois seriam fruto de uma imposição cultural e de um padrão de beleza ocidental:

Nem sequer estreou – o lançamento está previsto para junho – e o filme-solo da personagem feminina mais popular das histórias em quadrinhos já atraiu a primeira polêmica. O novo trailer com a aventura da amazona chamou a atenção por um efeito especial inusitado – as axilas da protagonista Gal Gadot aparecem depiladas, aparentemente por algum recurso digital. 

Pronto. As redes sociais nos EUA pegaram fogo. De um lado, críticas abertas à opção dos produtores. Afinal, Mulher-Maravilha é um símbolo pop do feminismo por conta do retrato e da mitologia das amazonas, mulheres totalmente independentes, que viviam isoladas (numa ilha literalmente) e muito longe dos padrões de beleza da sociedade moderna. Do outro, fãs de quadrinhos, que acreditam que se trata de uma mera opção estética e coerente com o histórico dos gibis e da série de TV dos anos 1970.

“Parece bacana o filme da Mulher-Maravilha, e ela quebra tudo durante o trailer, mas por que ela teve as axilas depiladas?”, disse uma internauta. “Pergunta: Uma amazona como a Mulher Maravilhadepilaria suas axilas?”, questionou outra. “Porque a Mulher Maravilha não tem axilas peluda, estou farto desse feminismo falso”, subiu o tom uma fã da personagem. 

Eis o trailer do filme que teria gerado a “polêmica” (e bastam umas três “feminazis” e um ou dois “jornalistas” para tudo virar polêmica hoje):

Não está nada fácil agradar as feministas, como fica claro. Poderia jurar que uma mulher fantástica, linda e poderosa dessas seria o ícone do feminismo, mas não. Mulheres belas e independentes não representam as feministas modernas. Essas querem mulheres feias e que bancam a vítima o tempo todo. O feminismo não tem nada a ver com a liberdade de escolha da mulher, e sim com uma visão esquerdista de mundo.

Bene Barbosa ironizou: “Revoltadas com as axilas depiladas da Mulher Maravilha, feminazis filmarão sua própria versão da heroína!”

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Para quem é mais jovem e não lembra, trata-se de Konga, a mulher gorila. Antes que surja a dúvida, já esclareço que não é a ex-presidente Dilma na foto, apesar de eventuais semelhanças (especialmente na terceira imagem). Eis o que restou às feministas: lutar por esse ideal de “mulher”.

Será que essa turma não tem mais o que fazer da vida?! O leitor pode rebater que eu também perco muito tempo com essas idiotices. Mas eis a questão: o movimento feminista é muito poderoso, e por isso é fundamental desmascará-lo, mostrar o quão ridículo ele se tornou. Há quem goste da Mulher Maravilha. E há quem prefira a Konga. Cada um com suas preferências, não é mesmo?

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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