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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Ditadura dos Castro em Cuba é a mais letal do continente, comprova estudo

A ditadura cubana iniciada pela revolução conduzida por Fidel Castro em 1959 é o regime mais sanguinário em impacto relativo à sua população entre as diversas autocracias espalhadas pela América Latina na segunda metade do século 20.

Essa é a leitura imperfeita e possível dos conflitantes dados disponíveis para comparação. Por óbvio, não se trata de atenuar um regime em relação ao outro, mas de lançar alguma luz em um momento em que a demonização e a santificação de Fidel andam de mãos dadas pelas redes sociais.

O problema central para alcançar alguma precisão metodológica é o fato de que não há dados oficiais de Havana sobre as vítimas do regime ainda no poder, naturalmente.

[…]

Um trabalho considerado mais ponderado e bem documentado é divulgado pelo projeto “Cuba Archive”, coordenado por uma ONG de cubanos-americanos.

Ele computa 7.326 mortos e desaparecidos nas prisões cubanas, a maioria (quase 6.000) fuzilada ou assassinada extrajudicialmente. Não se incluem aí os afogados, que perfazem dezenas de milhares segundo diversos relatos.

Considerando essa estimativa mais conservadora, nos seus 57 anos de ditadura, Cuba produziu 65 mortos ou desaparecidos por grupo de 100 mil habitantes.

“O Livro Negro do Comunismo”, obra de referência europeia que sofreu críticas por supostas imprecisões, aponta até 17 mil fuzilamentos ao longo dos anos Castro. Sob essa métrica, a média sobe para 154,5 mortos por 100 mil habitantes.

A Argentina, por sua vez, registrou um grupo de 30,9 mortos e desaparecidos por 100 mil habitantes nos sete anos de governo militar. O Chile do general Augusto Pinochet, 23,2 por 100 mil habitantes nos 17 anos do regime.

Já o Brasil, segundo os dados da Comissão Nacional da Verdade, teve 434 mortos ou desaparecidos nos 21 anos de governo de generais, encerrados em 1985. Um índice de 0,3 por 100 mil habitantes.

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Eis o momento em que dá bug no cérebro – ou naquilo que se assemelha a ele – do típico socialista. Como assim?! Então quer dizer que, mesmo levando em conta as estimativas mais conservadores, de um regime que obviamente ainda não foi aberto pois continua no poder, a ditadura cubana matou mais do que o dobro da segunda pior?

Em relação ao Brasil, então, é até covardia. Nosso regime militar, ao longo de mais de duas décadas, sumiu com pouco mais de 400 pessoas. Sendo que a maioria era comunista mesmo, ou seja, gente que lutava para implantar no Brasil esse “lindo” regime assassino…

Os “democratas” de esquerda, os mesmos que enaltecem Fidel, bancam até hoje as vítimas de nossos militares. Eis a lógica dessa gente: defende um regime que matou, na melhor das hipóteses, duzentas vezes mais (mil vezes mais é uma estimativa mais acurada). Sendo que em Cuba morreram praticamente só inocentes, patriotas, enquanto no Brasil eram comunistas que sonhavam com um golpe.

“Ah, mas Fidel era um igualitário sonhador que lutava pelos pobres”, diz o idiota. “Ah, mas e os avanços sociais?”, pergunta o imbecil, que ignora os verdadeiros avanços no Chile de Pinochet, ao contrário de Cuba, que vive na completa miséria.

Como fica claro, só há dois tipos de pessoas que defendem Fidel Castro e seu regime: os retardados mentais e os canalhas que adorariam ter o mesmo poder para eliminar seus adversários também. Ou seja, imbecis ou psicopatas. Não existe outra opção…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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