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Rodrigo Constantino
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Lava-Jato de olho nos maiores agraciados com a Lei Rouanet: artistas engajados em pânico

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A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba quer avançar agora sobre o financiamento de iniciativas culturais do país por meio da Lei Rouanet. O delegado da Polícia Federal Eduardo Mauat encaminhou ofício ao Ministério da Transparência Fiscalização e Controle solicitando detalhes sobre os 100 maiores recebedores/captadores de recursos via Lei Rouanet nos últimos dez anos.

O pedido da PF foi enviado na última segunda-feira a Fabiano Silveira, que até aquele dia ainda ocupava a cadeira de ministro da Transparência – ele caiu após a divulgação de áudio em que aparece orientando investigados da Lava Jato.

O delegado da PF pede ao Ministério da Transparência que detalhe os valores recebidos pelos 100 maiores beneficiários naquele período discriminando a origem (Fundo Nacional de Cultura ou Fundos de Investimento Cultural e Artístico), os responsáveis por aprovar a liberação de verbas e também se houve prestação de contas dos projetos aprovados.

O pedido do delegado da Lava Jato foi feito no inquérito principal da operação, aberto em 2013 para investigar quatro grupos de doleiros e que acabou revelando um grande esquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais e áreas do governo federal envolvendo as maiores empreiteiras do país.

Com o episódio do Minc jogado para baixo do MEC, vimos a lamentável reação corporativista e patrimonialista da elite dos artistas, aquela turma mais engajada politicamente. Fizeram um barulho danado, ocuparam teatros e até puxaram suas violas e se puseram a cantar, o que para alguns pode ser considerado praticamente um ato terrorista.

Mas se a possibilidade de perda do Minc e, por tabela, de poder, status e verbas, deixou essa turma em polvorosa, imaginem essa notícia agora. Entrarão em pânico! A Petrobras tem sido uma vaca leiteira da esquerda caviar. São, atenção, centenas de milhões de reais por ano! Os “patrocínios culturais” da estatal da corrupção são simplesmente os maiores. A Petrossauro banca essa gente, é a teta de ouro da classe.

Quantos negócios, ou melhor, negociatas não ocorreram nessa era lulopetista? Quantos não usaram a Lei Rouanet para esquemas, para desvio de recursos, para propinas, lavagem de dinheiro etc? Não sabemos. Mas só o fato de a temível equipe da República de Curitiba estar interessada em descobrir é suficiente para tirar o sono de muito “romântico” por aí.

O Brasil precisa passar a limpo essa relação promíscua entre estado, partido e artistas engajados. Trata-se de uma simbiose nefasta, típica de regimes ditatoriais e totalitários. Comunistas e nazistas sempre usaram os artistas vendidos como máquina de propaganda. Não foi diferente no Brasil petista, já que o PT é um “partido” inspirado em tais métodos.

Podem elogiar o funk, podem até elogiar Lula e o PT, qualquer porcaria. E podem puxar os cartazes de “Fora Temer”. Ninguém, nenhum político controla a Lava-Jato. Quando Lula tentou obstruir os trabalhos de Sergio Moro e companhia, vocês vibraram, e um dos ícones dessa esquerda caviar chegou a escrever artigo com um trocadilho pobre de um cachorro chamado Mouro que acabaria mandando na casa. Depois, quando vazaram conversas de caciques do PMDB falando em dificultar a vida dos responsáveis pela Lava-Jato, vocês passaram a defender a Polícia Federal, pois tudo com vocês é seletivo.

Pois bem: agora a força-tarefa da Lava-Jato mira nas verbas “culturais”. Sabemos que vão pipocar artigos condenando Moro. Mas o Brasil está do lado da lei e não tem partido. E uma má notícia: Moro não precisa temer o barulho organizado que vocês fazem na imprensa para intimidar políticos. Ele pode ir adiante nas investigações. Não é o máximo?

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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