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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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No Brasil, a bajulação partidária compensa

Quem assiste a Tv traço? Ninguém! Mas custa bilhões...

Quem assiste a Tv traço? Ninguém! Mas custa bilhões…

O Brasil cansa. A simbiose entre governo esquerdista autoritário e “intelectuais”, artistas e “jornalistas” produz um quadro nefasto de bajuladores oficiais do indefensável governo petista. Gente que mama nas tetas do estado, quer uma boquinha da Lei Rouanet, ou está de olho em algum cargo público bem remunerado em que talento seja totalmente desnecessário, vislumbra no puxa-saquismo o corrimão para o sucesso profissional.

A mediocridade encontra na via estatal sua vingança contra o mérito. Essa turma destila seu ódio contra o livre mercado não é à toa: sabe que se depender das trocas voluntárias, dos consumidores, da escolha alheia, não vai muito longe. E inveja os que são independentes, os que não precisam se curvar diante do poder, os que se garantem por conta própria. O socialismo é a máscara que oculta tal inveja, disfarçada de luta pela “igualdade”.

Foi assim que um sujeito como Francisco Bosco, após vários textos lamentáveis no GLOBO, acabou presidente da Funarte. Foi assim também que, agora, o jornalista Ricardo Melo, após defesas “apaixonadas” do PT em sua coluna na Folha, chegou à diretoria da EBC, empresa que deveria simplesmente ser extinta, que carrega o ranço da ditadura com sua “Voz do Brasil”, que custa bilhões aos brasileiros, mas que não serve para nada além de dar emprego para essa turma do proselitismo. Nelson Motta por acaso falou disso em sua coluna de hoje:

Esse pessoal odeia tanto a TV Globo porque, mesmo com enormes verbas públicas e publicidade oficial, nunca conseguiram fazer uma emissora (ou um jornal, uma revista, uma rádio ou um site ) “de esquerda” que fosse popular e influente. A TV Brasil, Lula dizia que seria nossa BBC, é um fracasso absoluto, que custa uma fortuna mas ninguém vê. Tem mais funcionários do que espectadores. O maior sonho deles seria estatizar a Globo e aparelhá-la para suas causas “progressistas”, mas quebrariam a empresa em seis meses, por incompetência e ladroagem.

Quando eles falam em “regulamentar”, boto logo a mão no bolso e encosto na parede, é o Estado querendo tomar mais dinheiro do cidadão para sustentar os desperdícios e roubos de pessoas que nada entendem das áreas que comandam e têm como principal objetivo manter o partido no poder.

Enquanto isso, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação já acumula 18 bilhões de reais em taxas pagas por usuários e operadoras, e o governo não sabe o que fazer com a bolada, explicando por que a internet no Brasil é uma das piores e mais caras do mundo.

Na campanha Dilma falava em “banda larga para todos”… rsrs.

Ficou claro por que “jornalistas” assim defendem tanto o PT e atacam a imprensa independente? Ninguém sério levava a sério aqueles textos do Melo, e o próprio tentava despertar minha atenção para que eu o atacasse aqui, para ganhar mais destaque entre os seus (e talvez, quem sabe, exigir um cargo mais elevado por “incomodar” mais a direita). Confesso que uma vez o citei, mas depois apenas o ignorei. Até meu ofício tem certos limites de insalubridade.

Quando mostro a hipocrisia e os absurdos dessa gente, de figuras como Francisco Bosco, Ricardo Melo, Gregorio Duvivier ou Pablo Villaça, muitos leitores reclamam que estou dando holofote demais para pessoas insignificantes, acendendo velas para “defuntos” morais. Pode ser. Mas acho importante mostrar o modus operandi dessa esquerda vendida, dessa turma que defende o que defende – o indefensável – pois de alguma forma se beneficia da simbiose com o governo, lucra com seu “ideal”.

E não dá outra: o tempo é amigo da razão e os “pixulecos”, ainda que oficiais e legais, começam a aparecer. É uma campanha do Banco do Brasil aqui, um cargo estatal ali, vinte mil mensais lá, e a caravana dos vendidos segue seu curso, enganando alguns incautos pelo caminho, convencendo alguns inocentes úteis no processo de enriquecimento pessoal à custa dos nossos impostos.

Essa simbiose entre estado e (de)formadores de opinião é um dos maiores males que assolam nosso país, nossos debates de ideias, nossa imprensa. A bajulação é um grande negócio no Brasil, justamente porque o estado é grande demais, concentra recursos demais, pode comprar gente demais. Tudo muito tosco…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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