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Rodrigo Constantino
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O que seu político disse sobre a morte do ditador sanguinário Fidel Castro?

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Por Adolfo Sachsida, publicado pelo Instituto Liberal

Fidel Castro foi um ditador sanguinário, mas por professar o socialismo contava com a simpatia da mídia e do beautiful people. Não existe aqui questão de opinião: Fidel Castro mandou executar homossexuais, mandou para o paredão presos políticos, e instalou uma ditadura socialista em Cuba que é a mais longeva ditadura de nosso continente. O cidadão cubano é proibido de sair de seu país e falar mal do governo pode leva-lo para a cadeia, não existe liberdade de imprensa, e existe apenas um único partido político. Depois de quase 60 anos de ditadura socialista Cuba é um país pobre e sem liberdade. A ditadura socialista dos irmãos Castro resultou em miséria econômica e perda da liberdade para o povo cubano. Isso são fatos, não opiniões.

Abaixo veja o que cada político ou celebridade disse sobre a morte desse facínora. Creio que essas frases refletem muito do caráter de quem as pronunciou.

– Obama: “Sabemos que esse momento enche os cubanos – em Cuba e nos Estados Unidos – de emoções poderosas, lembrando as inúmeras maneiras pelas quais Fidel Castro alterou o curso das vidas individuais, das famílias e da nação cubana. A história registrará e julgará o enorme impacto dessa figura singular no povo e no mundo ao seu redor”.

– Donald Trump: “o legado de Fidel Castro é [marcado] por pelotões de fuzilamento, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e a negação dos direitos humanos fundamentais (…) Cuba continua a ser uma ilha totalitária (…) Espero que hoje marque um afastamento dos horrores duradouros, e [abra um caminho] para um futuro em que o maravilhoso povo cubano finalmente viva na liberdade que tão ricamente merece (…) [O governo americano] fará tudo o que puder para garantir que o povo cubano possa finalmente iniciar seu caminho rumo à prosperidade e à liberdade”.

– Lula: “Seu espírito combativo e solidário animou sonhos de liberdade, soberania e igualdade. Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania. (…) Sinto sua morte como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei. Será eterno seu legado de dignidade e compromisso por um mundo mais justo”.

– FHC: “A morte de Fidel faz recordar, especialmente à minha geração, o papel que ele e a revolução cubana tiveram na difusão do sentimento latino-americano e na importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses. A luta simbolizada por Fidel dos “pequenos” contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no Continente. (…) Estive varias vezes com Fidel, no Brasil, no Chile, em Portugal, na Argentina, em Costa Rica e etc. O Fidel que eu conheci, dos anos noventa em diante, era um homem pessoalmente gentil, convicto de suas ideias, curioso e bom interlocutor”.

– Temer: “Fidel Castro foi um líder de convicções. Marcou a segunda metade do século XX com a defesa firme das ideias em que acreditava”.

– Aécio Neves: “O presidente Fidel Castro foi sem dúvida um dos grandes líderes do nosso tempo. Tive oportunidade de estar algumas vezes com ele quando do reatamento das relações diplomáticas do Brasil com a ilha de Cuba. Afável no trato e eloquente com qualquer interlocutor, deixa o legado do sonho por uma sociedade igualitária, mas na prática não permitiu avanços na direção das liberdades e da democracia e, infelizmente, deixa um país e um povo ainda extremamente pobres e dependentes”. (No facebook Aécio Neves posta uma foto ao lado do ditador cubano).

– Jair Bolsonaro: “Fidel Castro, um grande exterminador de liberdade e promotor da miséria no mundo todo certamente terá uma estadia eterna nas profundezas do inferno”.

– Renan Calheiros: “Em nome do Congresso Nacional, lamento a morte de Fidel Castro que, a despeito de suas convicções e ideologias políticas, foi um homem que marcou a história mundial. Em momentos como este, devemos nos lembrar que posições políticas diferentes, desde que respeitados valores democráticos, contribuem para enriquecer nossa história”.

– Rodrigo Maia: “(…) independentemente de crenças políticas, é preciso reconhecer sua importância para o povo de Cuba”.

– Dilma Roussef: “Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte. Um homem que soube unir ação e pensamento, mobilizando forças populares contra a exploração de seu povo. Foi também um ícone para milhões de jovens em todo o mundo”.

– Marina Silva: “A Rede Sustentabilidade compreende a história como um processo permanente de lutas e aprendizado. Consideramos que a democracia é um valor universal, uma exigência das lutas de nosso tempo e nenhuma ditadura, seja do proletariado, seja do patronato, respondem os anseios da humanidade e ajudam na construção de alternativa sustentável à crise civilizatória pela qual passa o mundo. Nesse momento de perda para o povo cubano, manifestamos pesar pela morte do presidente Fidel Castro. Reafirmamos também nossa esperança de que as conquistas sociais de Cuba não sejam desfeitas, que consiga derrubar o vergonhoso embargo econômico norte-americano sem perder sua autodeterminação. E que os cubanos consigam dar o passo seguinte da revolução: a luta pelas liberdades democráticas”.

– Rodrigo Rollemberg: “Meus sentimentos a família de Fidel Castro e ao povo Cubano. Fidel foi uma das figuras históricas do século XX”.

– Maria do Rosário: “Os braços abertos de Mandela a Fidel são símbolo de que a revolução, a resistência e o humanismo devem estar juntos”.

– Adolfo Sachsida: “Fidel Castro mandou executar presos sem julgamento prévio, foi o responsável pelo assassinato e perseguição a homossexuais e adversários políticos, censurou a imprensa, criou campos de concentração, e implantou uma ditadura sangrenta que custou a vida de milhares de cubanos. É admirado por um único motivo: tornou real o sonho dos socialistas de todo o mundo”.

Sobre / 

Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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