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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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O sádico e ideológico governo brasileiro tortura o empreendedor

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Paula Guedes, filha do economista Paulo Guedes, escreveu um excelente texto publicado no Instituto Millenium. Abaixo, os principais pontos:

Já o Brasil optou pela direção contrária… infelizmente parecemos guiados por princípios que nortearam nossos vizinhos bolivarianos e peronistas. Parecemos realmente acreditar que Deus é brasileiro.  Em 2016, nosso país, cujo os impostos e juros estão entre os mais altos do mundo, dá indicações de que pretende aumentá-los ainda mais.  Não é preciso ser um gênio para concluir que diante dessas condições o apetite para empreender fique apenas para o gosto fino dos amigos do rei ou loucos (prefiro me enquadrar neste grupo).

Waterboarding é a prática de tortura que simula o afogamento para conseguir que um capturado (geralmente de guerra) entregue segredos.  Nos EUA, essa prática foi bastante debatida no contexto de terroristas após os ataques de 11 de setembro.  A prática é sofisticada e exige cautela: exagere na simulação e o capturado morre, assim levando os segredos.  Não aperte o suficiente e não conseguirá as informações que precisa.  No caso do empreendedor no Brasil, parece que o governo tenta fazer o mesmo:  movimentam as alavancas pausadamente, piorando as condições de se empreender de forma controlada a fim extrair o máximo de seus bolsos sem matar a presa.

Em uma entrevista recente, Jorge Paulo Lemann (eterno empreendedor e advocate da causa) eleva empreendedores ao status de super-heróis e proclama: “ Os empreendedores é que vão salvar o Brasil”.  Eu humildemente tendo a discordar, Jorge Paulo.  O Brasil não dá sinais de quem deseja ser salvo.  E embora alguns empreendedores se prontifiquem à convocação (eu felizmente contribuo da forma que consigo), suplico ao governo que demonstre uma postura minimamente respeitosa perante estes heróis para merecer tamanha responsabilidade e comprometimento que virá com a operação de resgate.

Afinal de contas há muitos países que hoje avidamente tentam recrutar empreendedores para trabalharem no seu quintal.  Os verdadeiros empreendedores, aqueles que acreditam que podem mudar o mundo, acreditam no potencial humano e querem trabalhar onde este é respeitado.  O Brasil, por não ser um destes países, corre o grave risco de sofrer um êxodo de empreendedores em rumo à Galt’s Gulch.   Ignorar essa possibilidade é um tremendo desrespeito ao empreendedor brasileiro.

Ao continuar removendo os incentivos da classe que produz empregos, o Brasil não terá a menor chance de prosperar… 

Como discordar? Sou testemunha de que a própria Paula vem tentando empreender no Brasil, e mais, fomentar um núcleo de empreendedores na área de tecnologia. Chegou a acreditar que o governo do Rio seria um parceiro nessa iniciativa, mas pelo visto não tem sido. Muito menos o governo federal. Tudo que o verdadeiro empreendedor quer é que o governo retire as barreiras ao empreendedorismo. Não pede subsídios, não precisa de ajuda. Só não quer que atrapalhe.

Infelizmente, nosso governo parece existir para prejudicar a vida de quem quer produzir. Tudo isso é alimentado por uma cultura anticapitalista, por uma mentalidade que encara o empreendedor como um explorador, não como um criador de riquezas. Fica complicado. Como conclui Paula: “[…] embora seja bacana acreditar que a crise é a mãe da oportunidade ‘à la virgem Maria’, sabemos bem que não se faz um filho com a mãe, apenas.  E, se a crise é a mãe das oportunidades, pode-se dizer que um bom ambiente para se empreender seria o pai…  e este, anda ausente”.

Dilma pode se reunir com 92 “conselheiros”, pode reunir mil empresários numa sala! Não serve para absolutamente nada de prático. O caminho desejado nós conhecemos: reduzir a burocracia, os gastos públicos, os impostos, e tornar o ambiente de negócios mais amigável, mais livre. Ou seja, o caminho certo é o liberal. Mas como esperar que esse governo, torturador de empreendedores, faça a coisa certa? Não dá para alimentar esperanças enquanto essa turma da esquerda radical estiver no poder…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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