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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Os dez conselhos de Frei Betto

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Por João César de Melo, publicado no Instituto Liberal

Frei Betto é a versão masculina da Socialista Morena, dada sua criatividade em resumir ideias estapafúrdias em frases malucas. Na verdade, ele a supera, afinal, é um membro da igreja católica que prega o socialismo, uma bizarrice em si mesmo.

Só me dei ao trabalho de escrever sobre ele porque realmente fiquei um tanto impressionado com sua performance na palestra que proferiu no SMetal, em Sorocaba, na semana passada.

“Toda sociedade e toda geração precisa de uma utopia para viver. Os jovens se afastam das drogas quando têm uma utopia. Quanto mais utopia, menos droga, se não, haja tanta depressão, haja droga”, disse o frei, emocionando a plateia. Confesso que passei um bom tempo imaginando a galera que frequenta os diretórios acadêmicos das universidades públicas lendo isso ao som de Bob Marley, fumando aquela bomba… “Pode crer…”, devem ter dito, bem devagar, depois de uma longa baforada.

Frei Betto realmente estava inspirado: “Estamos assistindo a falência da modernidade”, disse, na mesma semana em que a OMS noticiou que a mortalidade infantil foi reduzida em mais de 50% desde a queda da União Soviética, mesmo com a população mundial tendo aumentado em 2 bilhões de pessoas neste período; e essa redução deve-se significativamente aos esforços privados de se levar água, comida e assistência médica aos povos da África subsaariana.

Mesclando chavões socialistas com ensinamentos bíblicos, Frei Betto esclareceu aos presentes o quanto o capitalismo está destruindo a humanidade, mas também ofereceu 10 conselhos essenciais para reverter esse processo:

1° – Mantenham a indignação.

Segundo Frei Betto, os militantes precisam verificar constantemente se estão mesmo alinhados com aos ideais socialistas para não se deixarem cair na tentação de enxergar a desigualdade como algo natural.

Além da notória incapacidade socialista de enxergar que a desigualdade é uma das mais claras características da natureza, o frei evidencia que a maior preocupação da ideologia que defende não é com a pobreza, mas sim com a riqueza. Se fosse o contrário, líderes e militantes socialistas já teriam reconhecido que, enquanto o capitalismo possibilitou que poucas pessoas acumulassem fortunas imensas, ele possibilitou também que a maioria da população mundial, que até duzentos anos atrás era composta por miseráveis, hoje possa desfrutar de um nível de liberdade, de instrução, de mobilidade, de conforto e de acesso a produtos e serviços antes inimagináveis. Segundo Frei Betto, o socialista deve combater os vitoriosos como forma de se consolar os fracassados.

2° – A cabeça pensa onde os pés pisam.

Também achei engraçado. Frei Betto tenta explicar: “Não dá para ser de esquerda sem ‘sujar’ os sapatos lá onde o povo vive, luta, sofre, alegra-se e celebra suas crenças e vitórias. Teoria sem prática é fazer o jogo da direita”. Hum… Creio que depois dessas sábias palavras, os socialistas irão trocar a vida nos bairros nobres pela vida na favela.

Fiquei curioso para saber onde Frei Betto mora.

3° – Não se envergonhe de acreditar no socialismo.

Sim, ele falou isso! “O fracasso do socialismo no Leste europeu não deve induzi-lo a descartar o socialismo do horizonte da história humana”, completa, comprovando sua crença leninista de que as ideias são autossuficientes, ignorando os trágicos resultados registrados em TODOS os países onde foram implantadas.

4° – Seja crítico sem perder a autocrítica.

Também achei essa frase engraçadíssima, principalmente quando a comparamos com o item anterior, no qual ele insiste que o socialismo é digno de orgulho.

5° – Saiba a diferença entre militante e “militonto”.

Frei Betto explica: “Militonto é aquele que se gaba de estar em tudo, participar de todos os eventos e movimentos, atuar em todas as frentes. Sua linguagem é repleta de chavões e os efeitos de sua ação são superficiais. O militanteaprofunda seus vínculos com o povo, estuda, reflete, medita…”.

O frei, em pleno século XXI, ainda não se deu conta de que o povo quer se integrar ao capitalismo, ser patrão, acumular capital, formar patrimônio e ir passar férias em Miami; e que toda pessoa que resolve ler e refletir profundamente sobre as propostas e principalmente sobre a história do socialismo, no dia seguinte de torna um liberal. Se Frei Betto acredita que o socialismo deve educar o povo no sentido de libertá-lo de suas ambições materiais, ele se iguala aos jesuítas que catequisaram os índios para livrá-los dopaganismo.

6° – Seja rigoroso na ética da militância.

Segundo o inspirado Frei Betto, “A esquerda age por princípios. A direita, por interesses. Um militante de esquerda pode perder tudo − a liberdade, o emprego, a vida. Menos a moral”; e vai além… “O verdadeiro militante − como Jesus, Gandhi, Che Guevara − é um servidor, disposto a dar a própria vida para que outros tenham vida. Não se sente humilhado por não estar no poder, ou orgulhoso ao estar. Ele não se confunde com a função que ocupa”. Nesse momento, cheguei a pensar que se tratava de uma piada, mas parece que ele realmente estava falando sério.

Frei Betto, assim como seus camaradas, é incapaz de reconhecer que o socialismo sempre teve como princípio fundamental o sacrifício da liberdade do povo em benefício da preservação do poder de seus líderes; é incapaz de reconhecer que os líderes socialistas sempre foram aqueles que elevaram ao mais alto nível o exercício da arrogância, da intolerância e da violência. Carlos Alberto Libânio Christo é um frei que equipara Jesus a Che Guevara.

7° – Alimente-se na tradição da esquerda.

Novamente Frei Betto comprova que não bate bem da cabeça: “É preciso oração para cultivar a fé…”, recomendando, para tanto, a leitura da biografia de Che Guevara e estudos sobre a história do socialismo. O que ele espera que alguém encontre lendo sobre as experiências do socialismo? Prosperidade? Liberdade?

8° – Prefira o risco de errar com os pobres a ter a pretensão de acertar sem eles.

“Conviver com os pobres não é fácil. Primeiro, há a tendência de idealizá-los. Depois, descobre-se que entre eles há os mesmos vícios encontrados nas demais classes sociais. Eles não são melhores nem piores que os demais seres humanos. A diferença é que são pobres, ou seja, pessoas privadas injusta e involuntariamente dos bens essenciais à vida digna. Por isso, estamos ao lado deles. Por uma questão de justiça”, explica o frei, evidenciando a incoerência fundamental do socialismo expressa na insistência no materialismo histórico, desenhando passado, futuro e presente em função do que se quer, idealizando o pobre sem reconhecer que o esteja fazendo, forjando o conceito de injustiça social em benefício de uma minoria na qual os líderes socialistas insistem em não se incluir.

9° – Defenda sempre o oprimido, ainda que aparentemente ele não tenha razão.

Nessa frase, o próprio Frei Betto nos faz o favor de comprovar o bizarro conceito de justiça defendido pelo socialismo.

10° – Faça da oração um antídoto contra a alienação.

E assim, o frei incentiva os militantes socialistas a darem mais uma longa baforada revolucionária… “Pode crer…”.

Os dez conselhos de Frei Betto me obrigam a fazer uma promessa:

Prometo aos leitores do Instituto Liberal e também a mim mesmo nunca mais perder meu tempo com ele.

Nota do blog: não acho que devemos “perder tempo” com figuras como Frei Betto por alguma possibilidade de diálogo sincero ou de aprendermos algo com elas, e sim porque é importante desmascarar essa esquerda radical e canalha. Um sujeito que “prega” a paz, o amor e a “justiça social” ao mesmo tempo em que defende tiranos assassinos como Fidel Castro já não merece nosso respeito. Mas deve ter nossa atenção, pois infelizmente influencia idiotas úteis. Apenas por essa razão ainda leio textos de Frei Betto, Greg, Verissimo, Safatle e companhia. É dose, eu sei. Mas são os ossos do ofício…

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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