Blog / 

Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

Artigos

Pais precisam ensinar seus filhos como ser homem

blog

Após ver algumas novas propagandas espalhadas por aí, em que “homens” são retratados de forma tão afeminada a ponto de parecerem garotas, sendo que eles não se enquadram no grupo transgênero que se diz efetivamente mulher, Matt Walsh escreveu um importante texto no The Blaze sobre como os pais estão negligenciando seu papel de educador dos filhos.

Apesar de existir uma inclinação natural do garoto à masculinidade e da garota à feminilidade, o fato é que se comportar como homem ou mulher demanda formação, assim como para ser bom em aritmética é preciso estudo, apesar dos eventuais talentos inatos. Mas pais cada vez mais ausentes têm fugido dessa tarefa, delegado à imprensa o papel. O resultado está aí para que todos que ainda não foram cegados pelo politicamente correto possam ver. Diz Walsh:

Here is what any half way decent parent knows: Boys must be taught how to become real men, just as girls must be taught how to become real women. Without any distractions or nefarious influences, perhaps boys would turn into well adjusted men and girls into well adjusted women purely by force of nature. But our environment does not allow for that anymore. We live in a culture intent on subverting and perverting our nature. Yes, boys are naturally inclined towards the masculine and girls towards the feminine, but many powerful forces are working to usurp the process and sow confusion into the minds of our children. These make up marketing campaigns and “transgender” magazine covers are examples — and results — of their efforts.

Therefore, one of our primary duties as fathers must be to show our sons what true masculinity looks and acts like. I am very aware of this responsibility with respect to my own sons. I constantly think about how quickly they might go off course as they get older, if I do not take this aspect of my fatherly duty seriously. It’s not enough to simply tell them that they must be men. I have to provide for them a daily, hourly, minute-by-minute demonstration. “This is what a man is. This is what he does. This is how he carries himself. This is how he behaves. This is how he dresses. This is how he speaks.” My boys will learn these lessons from someone, one way or another. That much is certain. So, if it isn’t me, who will it be?

Well, we know the media is more than willing to step in on my behalf, quite generously I might add, along with academia, Hollywood, their peers, and the government. We have seen what happens when these entities are allowed to be surrogate fathers to our boys. Indeed, much of what we now call “transgenderism” and “gender non-conforming” and whatever else can be explained very simply: Dad didn’t do his job.

Vale notar que essa mudança toda foi muito rápida, coisa de poucas décadas.

Vale notar que essa mudança toda foi muito rápida, coisa de poucas décadas.

Vivemos num mundo com homens cada vez mais afeminados, com a virilidade vista como um defeito em vez de virtude, com os homens e mulheres muitas vezes trocando de papeis, ou se enxergando como inimigos mortais, e não complementares. Obra do movimento feminista, do descaso de muitos pais, da propaganda ideológica da imprensa e da ditadura do politicamente correto.

Poucos terão a coragem de dizer isso, que, no entanto, permanece uma obviedade: algo deu profundamente errado nesse experimento intelectual. Em nome da maior “pluralidade” e “tolerância”, temos produzido cada vez mais bizarrices, e quase todos, agindo feito robôs autômatos, precisam aplaudir, ao menos em público. Rapazes “delicados” são vistos como mais “sensíveis”, e o adulto que acha “lindo” isso é tido como mais descolado e moderninho, enquanto aqueles que lamentam a perda da masculinidade são retratados como reacionários preconceituosos.

Repita comigo, caro leitor, pois é preciso investir na coragem, até porque os barbudos islâmicos vêm aí sem dó nem piedade dessas almas “sensíveis”: algo deu profundamente errado aqui!

PS: O mais triste é que muitos defendem essas coisas em nome do “liberalismo”, totalmente deturpado. E há “liberais” que caem nessa e chamam de “conservador retrógrado” todo aquele que simplesmente repudia essa tendência estranha e nefasta. Quem tiver mais interesse em entender como esses “liberais” subverteram o liberalismo clássico, recomendo meu curso “Civilização em Declínio: salvando o liberalismo dos ‘liberais’“. É hora de resgatar certos valores em nome da liberdade!

Rodrigo Constantino

Sobre / 

Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

Saiba Mais

<
<

Arquivos

informe seu email e receba nosso conteúdo gratuito