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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Roberto Justus: o Trump brasileiro?

Fonte: Estadão

Fonte: Estadão

No começo parecia piada. Mas se o apresentador de “O Aprendiz” original foi mesmo eleito o presidente dos Estados Unidos, atropelando outros vários candidatos republicanos, a máquina do estado, o clã dos Clinton e quase toda a grande imprensa, então por que o nosso xerox não pode ser o próximo presidente do Brasil? O que Trump conseguiu vender – um outsider contra o establishment, um empresário de sucesso e antipolítica – Roberto Justos também pode oferecer aos eleitores brasileiros.

E parece que ele começou a levar mais a sério a ideia. Começou muito bem, acertando no tom e nas bandeiras. Em entrevista ao Estadão, atacou o sistema, os políticos, criticou os erros e excessos do próprio Trump, e defendeu as privatizações. O Antagonista resumiu bem o foco:

“Pela primeira vez, admiti a possibilidade. Isso começou com um grupo de empresários. Conversando comigo, falaram: ‘Qual é o empresário que tem o teu perfil, líder de mercado onde atua, respeitado e que tem o conhecimento do grande público pelo fato de estar há 14 anos na televisão? Você não tem passado sujo, tem credibilidade, e é considerado um bom gestor’. E eu falei: ‘olha, é verdade’”.

Ele é publicitário e sabe qual é o produto que os eleitores querem consumir:

“Admiti a hipótese de disputar porque precisamos tirar a gestão do País da mão dos políticos. Essa é a minha visão. Eu não vejo nenhum político, que possa vir a estar lá (na Presidência) daqui a dois anos, que possa fazer o Brasil pensar grande”.

Ele tem a melhor plataforma de campanha:

“Adoraria ver o Brasil privatizando Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa. Diriam: esse cara é louco. Mas eu e todos os empresários faríamos isso. Se a gente tivesse a Petrobrás na mão da iniciativa privada, não ia ter corrupção lá dentro”.

Stephen Kanitz levantou o currículo do homem, e parece animado com a possibilidade:

Roberto Justus É Sério?

Francamente eu achei que Roberto Justus estava brincando conosco e Trump, saindo candidato à Presidência em 2008.

Hoje vejo que ele de fato pretende tentar, e decidi gastar um tempo pesquisando-o, e num primeiro momento pelo menos, ajudá-lo a expor as boas ideias que ele apresentar nesses próximos 2 anos.

Roberto Luiz Justus é um administrador, publicitário, empresário, apresentador de televisão brasileiro e chairman do Grupo Newcomm, holding das agências Y&R (líder de mercado há 14 anos).

Cursou Administração de Empresas, e seria o Primeiro chefe do Executivo a ter conhecimento técnico e formal para Executar os planos que nunca deram certo no Executivo e Legislativo.

Recebeu o título de Ícone da Propaganda Brasileira durante o 4º Fórum de Marketing Empresarial, promovido pelo LIDE.

Eleito, em 2013, um dos 100 executivos com melhor reputação no Brasil, de acordo com levantamento da empresa de pesquisa europeia Merco.

Em 2014, ficou em 3o. lugar entre os Líderes Brasileiros dos Sonhos dos Jovens. E em sétimo entre os mundiais, de acordo com pesquisa realizada pela Cia de Talentos.

Por três vezes consecutivas (2009, 2010 e 2011), Justus foi eleito o Publicitário mais Confiável do País.

Em 2010 recebe o título de Líder Mais Admirado do Brasil, em levantamento do TNS/Grupo DMRH.

Comparando com Lula, Serra, Ciro, Luciana Genro, Jaques Wagner, ser eleito Líder Mais Admirado e Mais Confiável impressiona.

Substitui FHC no quesito queridinho das mulheres, Lula em confiabilidade, Serra em preparo administrativo, Luciana em liderança.

Se ele é a carta fora do baralho, o candidato novo que ninguém conhecia, talvez tenha chance.

Mas uma coisa eu sei. Suas ideias não virão de um economista de plantão assoprando no seu ouvido.

A espetada final do administrador nos economistas não me irritou, pois apesar de ser um economista, filho da PUC, concordo que a maioria defende um monte de bobagens mesmo. A turma da Unicamp, por exemplo, destruiu o Brasil. Há bons economistas no país, sem dúvida, mas a turma mainstream é muito ligada aos tucanos, e padece da tal “cabeça de planilha”. Economistas clássicos que adoram pregar aumento de impostos para equilibrar as contas públicas.

Melhor Justos evitar esse pessoal mesmo, e se aproximar mais de empresários, homens de negócio, gente que está acostumada a sofrer na prática com todo o fardo imposto pelo governo. Se Justus seguir nessa linha, terá chances de vencer, e poderá ser um bom presidente. Sem sombra de dúvidas muito melhor do que qualquer esquerdista, do que Lula, FHC, Ciro Gomes, Marina Silva, Serra.

Por enquanto tudo não passa de um balão de ensaio, de uma ideia arrojada lançada para ver se pega, se dá frutos. Do meu lado, ficarei torcendo para que vá adiante. No mínimo, será fundamental para o debate de ideias ter um empresário rico, bem-sucedido, independente, atacando essa casta de políticos poderosos com seus discursos populistas e sua defesa dos privilégios estatais. Em frente, Justus!

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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