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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Sob forte mimimi da esquerda, Colégio Eleitoral deve ratificar hoje vitória de Trump

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Donald Trump ainda não ganhou. A chancela final acontece nesta segunda (19), quando os 538 delegados do Colégio Eleitoral deverão apontá-lo como 45° presidente dos Estados Unidos.

Numa hora dessas, parte do país questiona: é justo esse sistema que permite um candidato receber mais votos e ainda assim sair derrotado?

Essa situação se repetiu cinco vezes em 58 pleitos: três no século 19 e duas nos últimos 16 anos, quando democratas venceram nas urnas e perderam a Casa Branca, primeiro Al Gore para George Bush, em 2000, e agora Hillary Clinton para Trump. Ela teve 2,9 milhões de votos a mais, mas ele triunfou por conta de um sistema que, em 2012, chamou de “um desastre”.

É difícil explicar como o país que se vende como farol da democracia não elege diretamente seu presidente.

Não, não é difícil explicar. É difícil de entender, quando se é tomado por uma ideologia populista de esquerda. A explicação já foi feita em detalhes, de forma bem didática (que até um Gregorio Duviver poderia entender), aqui, pela Prager U:

https://youtu.be/afrg2h6Td28

Como podemos ver, não é tão complicado assim compreender as vantagens do sistema, que até hoje impediu a chegada de um tirano na democracia americana, apesar de Roosevelt, Jimmy Carter e Obama entre os eleitos. O troço funciona, justamente porque os “pais fundadores” temiam o populismo. Mas as celebridades não entendem isso, não querem entender, e pior: não aceitam o resultado.

Todos devem lembrar o escândalo que foi no terceiro debate quando Trump disse que não ia responder ainda se aceitaria o resultado final, que manteria o suspense. A imprensa inteira partiu para o ataque: como assim, o candidato se recusa a aceitar previamente uma tradição de décadas, séculos? Todos caíram em cima de Trump, inclusive Hillary Clinton. Vejam novamente o trecho que despertou tanta fúria:

https://youtu.be/cP0G4vJ5OMw

Pois é. Nessa época, a maioria achava que Hillary seria a vencedora. Mas não foi. E o que fez a esquerda? Exatamente aquilo que acusava Trump de pretender fazer: não aceitou o resultado. Até Obama entrou em campo para culpar os russos pela vitória de Trump! A esquerda não sabe perder com dignidade, e adora melar o jogo no tapetão. Parece até o Fluminense…

O mimimi chegou a um patamar incrível. Celebridades estão mesmo tentando pressionar o Colégio Eleitoral para que recuse ratificar hoje a vitória do republicano:

Martin Sheen já foi presidente dos EUA —na série “West Wing”. Agora, quer impedir que a Casa Branca pare nas mãos de outro marco da TV, Donald Trump, ex-apresentador do reality “O Aprendiz”.

Sheen se juntou a outras celebridades, como o músico Moby e a atriz Debra Messing, para tentar convencer 37 delegados que representam Estados onde Trump ganhou a mudar de voto —só assim o republicano teria menos dos 270 necessários para vencer no Colégio Eleitoral.

[…]

Mas delegados rebeldes sempre foram gatos pingados, apesar da pressão popular. Os do Kansas reclamam de receber 10 mil e-mails num único dia, cobrando um voto contra o republicano.

Uma delas, Ashley Hutchinson, rebateu: “Não violarei o desejo do povo do Kansas simplesmente porque as elites acham que o sr. Trump tuíta muito”.

Ouch! Ainda existem juízes em Berlim, ou melhor, na América. As instituições ainda valem por aqui, apesar da esquerda. Não vão levar no grito. Vão ter que aceitar, tomar antidepressivos, cortar os pulsos, mudar-se para o Canadá, qualquer coisa, menos avacalhar a República americana criada pelos “founding fathers”. Vão ter que engolir Trump!

Mas podem continuar com o mimimi. Está hilário!

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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