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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Sean Penn pensa que é Maduro, mas é apenas podre mesmo!

Sean Penn e Maduro

A imagem fala por si só. Enquanto a Venezuela mergulha no completo caos social por conta das atrocidades cometidas pelo governo Chávez e mantidas pelo governo Maduro, o ator Sean Penn, ícone da esquerda caviar hollywoodiana, viaja ao país para dar todo o seu apoio moral ao tiranete. Sean Penn acha que é Maduro, mas é apenas podre mesmo.

Segue o trecho do meu livro Esquerda Caviar sobre esta figura abjeta do “showbiz”:

Sean Penn

O grande ator e ex-marido de Madonna talvez seja “o” ícone da esquerda caviar em Hollywood. Causa progressiva é com ele mesmo! Filmes que enaltecem a vida simples na natureza, os gays oprimidos, ou qualquer visão antiamericana, eis o currículo do astro que adora Fidel Castro.

Penn é um pacifista também (apesar das acusações de que batia em Madonna), e por isso detestava Bush e a Guerra do Iraque. Seu paficismo, entretanto, nunca atravessou fronteiras. Ele não tem problema com a ditadura cubana; muito pelo contrário. Trata-se de uma luta justa contra os opressores. A América, claro!

Penn não gosta de armas. Exceto a sua própria. Quando seu carro foi roubado em um restaurante de Berkley, havia uma Smith & Wesson calibre 38 e uma Glock 9mm carregada em sua mala. Durante seu casamento com Madonna, um grupo de paparazzi sobrevoou a área, apenas para ser recebido por um noivo em fúria, que apontava uma arma para os fotógrafos abusados. Pacifismo assim só mesmo em Hollywood.  

É um igualitário também, defensor da “justiça social” (aquela existente em Cuba e na Venezuela). Mas isso não o impede de agir como um verdadeiro aristocrata, comportamento comum às celebridades mimadas. Certa vez obrigou um de seus assistentes a nadar no poluído East River, em Nova York, apenas para lhe conseguir um maço de cigarros! É aquela coisa: todos iguais, mas uns mais que os outros…

Quando a morte de Hugo Chávez foi finalmente divulgada, Sean Penn competiu com Oliver Stone para ver quem babava mais o ovo do defunto. Afirmou que o povo americano perdia um amigo (?), e que os pobres do mundo todo perdiam um “campeão”. Penn, em seguida, lamentaria a perda de um grande amigo pessoal, e desejaria sucesso na continuação da revolução bolivariana. Com amigos assim, os pobres venezuelanos sem dúvida não precisam de inimigos.

O ator encontrou tempo em sua agitada agenda para voar até a Venezuela e prestar homenagem ao caudilho amigo em seu funeral. Já quando o ator brasileiro Ariel Goldenberg, com síndrome de Down, fez uma grande campanha para trazer a celebridade ao Brasil e conhecê-lo, seu sonho na vida (cada um com suas manias), o astro de Hollywood ignorou o pedido e preferiu seguir com sua luta pela “justiça social”, aquela existente em Cuba e na Venezuela.

O garoto acabou tendo de viajar a Los Angeles para conhecê-lo, e foi recebido na praia particular do ator socialista. Assim é fácil defender Cuba, né? Talvez Sean Penn inveje o camarada Fidel, que tem várias praias particulares. Aliás,  que será que pensaria da letra revolucionária do Ultraje a Rigor, aquela do ”nós vamos invadir sua praia”? Acho que essa coisa de igualdade tem limites até para os igualitários…

Melhor assim: ganha o Brasil com a ausência do ator por aqui. Ninguém merece celebridades idiotas fazendo propaganda socialista. Guilherme Fiúza, um dos maiores combatentes dessa “marcha dos oprimidos”, escreveria um artigo no jornal O Globo pedindo: “Não vem, Sean Penn”. Afirma: “A esquerda festiva sempre foi ridícula em qualquer lugar, mas a de Hollywood é imbatível”. E acrescenta:

Assim são o chavismo e seus derivados: esconda-se atrás de um símbolo social (a mulher, o operário, a vítima da ditadura) e navegue à vontade no proselitismo. Pode mentir numa boa, pode afundar as empresas de energia para forjar uma conta de luz barata, pode ludibriar o contribuinte para adular o consumidor, pode maquiar as contas públicas para esconder a gastança eleitoreira, pode vampirizar a Petrobras e depois usá-la para soltar panfletos de “capacitação da mulher”, pode tudo isso que enche os olhos dos astros abobalhados de Hollywood.

Diante disso, só nos resta fazer coro ao colunista: não vem, Sean Penn! Fique em sua praia particular, longe do povão, curtindo sua fortuna. Mas, por favor: deixe os humildes trabalhadores dos países mais pobres em paz. Eles não precisam de amigos como você…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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